DALILA MOUR BAIÃO

 

POESÍA

 

DALILA MOURA BAIÃO

POSFACIO

Tive o privilégio de conhecer a Dalila Moura, nas suas palavras, antes mesmo de a conhecer pessoalmente e, nessas suas palavras, eu revia palavras que poderiam ser minhas, se em mim houvesse essa capacidade de as produzir e criar.
Leio a Dalila Moura com um gosto especial e, sobre este seu novo livro, que não só li, como fui também colhendo nas suas palavras, os seus sonhos, os seus desejos, as suas alegrias, para com elas escrever este pequeno texto, como se o mesmo assentasse numa torrente de espanto infinito, onde chega então o Mar salgado, do qual brotam as palavras, deste "Quando o Mar corre no peito" com as algas que enfeitam o silêncio, que conduz e absorve o pensamento, entre corredores de cal, onde encontramos mais palavras moldadas na forja, que cria os dias de encanto da Autora, quando no intervalo das árvores, o céu rompe o útero das nuvens, que trazem a água até ao Mar, que atravessa o tempo do voo de uma gaivota, que rasa as cintilantes águas, que lavam os sonhos e memórias que vestem madrugadas, tapando a nudez do Rio, que leva ao Mar as flores de liberdade, enquanto a música adormece os vapores do vulcão, que irrompe nas veias, como se o cimo da colina tocasse as nuvens, que embalam a vida em fios de prata, roubados à Lua, que projeta a luz de onde se alimenta o sonho dos Anjos, com uma gota de chuva, que abre caminho até ao Mar, protegida pelas estrelas, num sudário de espuma do movimento das marés, que arrastam amores e navegam pelo peito …
É este o Mar da Dalila Moura, Mar onde todos navegamos, com sonhos, com amarras, com desejos e, nas águas do ribeiro que somos, encontramos corredores estreitos e margens largas, onde podemos repousar, para trilharmos novamente os caminhos dos nossos sonhos, com a liberdade da gaivota, que esvoaça em tarde calma, esperando a luz da Lua, que ilumina os campos do saber e da criatividade, que neste livro da Dalila Moura encontramos em cada página, em cada linha, em cada palavra.
É este o Mar, da Autora e de quem a lê …porque… este Mar corre no peito…

Silvestre Raposo

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Quando o mar corre no peito
Dalila Moura Baião
Poesía en portugués
ISBN 978-84-942197-1-9
86 páginas


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BIOGRAFÍA

Nasceu em Santo Estêvão - Benavente, a 8 de Novembro de 1956.
É Professora, tendo realizado o Doutoramento em Ciências da Educação na Universidade de Huelva.
Exerce a sua actividade profissional em Setúbal, desempenhando as funções de Coordenadora Pedagógica na Ludoteca "O Moinho". O seu per-curso profissional encontra-se ligado à Educa-ção pela Arte, possuindo nesta área o curso de Estudos Superiores Especializados e um curso de Teatro e Expressão Dramática. Possui o Di-ploma de Estudos Avançados na Área do Conhe-cimento - Didáctica e Organização Escolar, pela Universidade de Huelva. Foi Docente de Prática e Reflexão Pedagógica do 2º e 3º ano do Curso de Licenciatura em Professores do Ensino Bá-sico, realizando também a Supervisão de está-gios da licenciatura do curso de professores do 1º ciclo 2º e 3º ano, da ESE de Setúbal. For-madora com Certificado de Qualificação na área e domínio C05 Didácticas Específicas (Expre-ssões) com aplicação a professores do 1º ciclo do ensino Básico.
A autora de "Momentos" (1983), "Varandas de Luar" (2009) e "Amar em Chão de Mar" (2010), que participou no "II Concurso de Poesia da Associação cultural Draca", tendo obtido o 1º prémio, com o poema: "Poema Incompleto - a Pina Bausch", apresenta-nos agora "Quando o Mar Corre no Peito", mais um livro de poesia, que aguardou no tempo a altura de se fazer Voz. A poesia é para Dalila Moura Baião, o prazer da palavra que escorre nas entranhas e a incandescência da mesma que alastra na alma e no tremer da terra. Uma necessidade imersa, um sobressalto que congrega o desejo e a libertação dos instantes, numa viagem entre a realidade e o fascínio dos dias.

Portada: Óleo de Helena Lebre

QUANDO O MAR CORRE NO PEITO

"Como tú, mi lector, / que, inclinado, virtual, orga-nizado, / simpático, me auscultas."
David Rosenmann-Taub

Como o poeta chileno, Dalila Moura deseja, com este livro, que o leitor ausculte o poema, partilhe da sua respiração e do seu batimento cardíaco - porque há um Eu poético, sobretudo que possa sentir a frescura do Mar; e pela leitura experimente depois a densidade desse Mar, porque este novo poemário da autora é uma margem a partir da qual se vai ao imenso pélago azul.
De facto, o Mar em todo este conjunto de poemas é um caso inelutável da autora. O Mar, em DM- num outro anterior livro também recorre ao mar na paronomásia do título: "Amar em chão de Mar"- não tem limites mentais, ela pensa-O, e estes poemas provam esta afirmação arrojada. O seu Mar não ganha uma dimensão física, mas poética e existencial.
Estes poemas deste livro transformam o Mar em Ser, propõem a desterritorialização da imensidão do Oceano (certamente o Atlântico da autora), que deixa de ser lugar e que passa a ser uma relação do corpo, da alma e do espírito.
No mesmo ambiente de leitura, a poesia de DM tem um nível confessional, sem descer ao desnu-damento da personalidade. Como o mar que a poeta canta, é indivisível, é um contínuo. Como to-da a integridade dos versos deste livro.

João Tomaz Parreira